Mancha de Alternaria das Cucurbitáceas

  • Sintomas

  • Causador

  • Controle biológico

  • Controle químico

  • Medidas preventivas

Mancha de Alternaria das Cucurbitáceas

Alternaria cucumerina

Fungo


Resumo

  • Manchas pequenas, circulares e castanhas, com centros brancos nas folhas, mais tarde ficando castanho-claras, aumentando e apresentando anéis concêntricos.
  • Cobertura empoeirada de cor oliva escura a preta na superfície dos frutos.

Hospedeiros(as):

Pepino

Abóbora

Abobrinha

Melão/Melancia

Sintomas

Os sintomas aparecem primeiro nas folhas mais velhas, na parte central e superior da planta, em forma de manchas pequenas, circulares e castanhas, com centros brancos. Essas manchas aumentam, ficando castanho-claras e formam uma ligeira depressão. As pequenas nervuras foliares dentro das manchas escurecem, resultando em uma aparência de rede. Com o tempo, anéis concêntricos se desenvolvem e são visíveis apenas na superfície superior das folhas, dando à mancha uma aparência de alvo. Essas manchas circulares podem eventualmente afetar a folha inteira e a desfolha pode ocorrer. Surgem lesões castanhas, circulares e afundadas em frutos contaminados, que depois podem ser cobertas por uma poeira de cor oliva escura a preta. A contaminação não detectada de frutos na colheita pode resultar em perdas posteriores durante o armazenamento ou transporte da colheita. Outras partes da planta não são diretamente afetadas.

Causador

Os sintomas no melão e espécies de cucurbitáceas relacionadas são causados pelo fungo do solo Alternaria cucumerina. Ele sobrevive em restos culturais no solo ou em ervas daninhas e outros hospedeiros de cucurbitáceas. A disseminação da doença pode ocorrer com respingos de chuva, irrigação excessiva, vento, cultivo, equipamentos e trabalhadores de campo. Esta doença é favorecida por temperaturas quentes e pela umidade do orvalho, chuva ou irrigação por aspersão. A contaminação pode ser iniciada com duas a oito horas de molhamento foliar, mas conforme as horas de molhamento foliar aumentam, o nível de contaminação aumenta. A frequência de chuvas e a duração dos períodos de orvalho desempenham um papel maior no desenvolvimento da doença do que o volume de chuva que cai.

Controle biológico

A aplicação de cobertura de palha imediatamente após o plantio diminui efetivamente a disseminação de esporos de A. cucumerina do solo para as folhas inferiores.

Controle químico

Sempre considere uma abordagem integrada com medidas preventivas junto com tratamentos biológicos, se disponível. Fungicidas contendo azoxistrobina, boscalida, clorotalonil, hidróxido de cobre, mancozebe, manebe ou bicarbonato de potássio podem controlar a doença. No entanto, geralmente os produtos que contêm clorotalonil parecem ser os mais eficazes. Os ingredientes diferem no cronograma de aplicação e frequência. Certifique-se de estudar as respectivas instruções de uso com antecedência.

Medidas preventivas

  • Infelizmente, não existem variedades resistentes disponíveis para esta doença.
  • Monitore regularmente os campos em busca de sintomas da doença.
  • Faça a rotação de culturas com espécies que excluem cucurbitáceas por 1-2 anos.
  • Reduza ao mínimo o estresse das culturas, fornecendo, por exemplo, uma nutrição balanceada.
  • Mantenha um alto padrão de higiene em ferramentas e equipamentos.
  • Use irrigação por gotejamento em vez de aspersores, se possível.
  • Não trabalhe em plantas quando estiverem molhadas.
  • Remova os restos culturais no final da temporada.
  • Destrua restos culturais enterrando-os profundamente nos campos ou simplesmente queimando-os à distância.