Tripes do Citros

  • Sintomas

  • Causador

  • Controle biológico

  • Controle químico

  • Medidas preventivas

Tripes do Citros

Scirtothrips citri

Inseto


Resumo

  • Cicatrizes com crostas, acinzentadas ou prateadas na casca do fruto.
  • O tecido danificado aumenta à medida que a fruta amadurece.

Hospedeiros(as):

Citros

Sintomas

Os adultos e as larvas do tripes do citros perfuram a epiderme dos frutos jovens e imaturos, deixando cicatrizes com crostas, acinzentadas ou prateadas na casca. As larvas causam os piores danos porque se alimentam principalmente sob as sépalas do frutos jovens. À medida que o fruto cresce, a casca danificada se estende de baixo das sépalas para fora e se torna um notável anel de tecido cicatrizado. Os frutos são mais suscetíveis a danos logo após a queda da pétala até atingirem cerca de 3,7 cm de diâmetro. O risco de ataque por tripes é maior nos frutos localizados do lado de fora do dossel, onde também estão suscetíveis a danos causados pelo vento e queimaduras solares. A textura da polpa e as características do suco podem não ser afetadas, mas os frutos podem não ser comercializáveis.

Causador

O dano é causado pelo tripes do citros, Scirtothrips citri. Os adultos são pequenos, laranja-amarelos com asas franjadas. Durante a primavera e o verão, as fêmeas depositam cerca de 250 ovos em novos tecidos de folhas, frutos jovens ou galhos verdes. No outono, ovos hibernantes são colocados principalmente na última fase de crescimento da temporada. Esses ovos eclodirão na próxima primavera, na época do novo crescimento das árvores. As larvas jovens são muito pequenas, enquanto as mais velhas são do tamanho de adultos, fusiformes e sem asas. Os tripes nos últimos estágios de larva (pupa) não se alimentam e completam seu desenvolvimento no solo ou nas fendas das árvores. Quando os adultos emergem, eles se movem ativamente ao redor da folhagem das árvores. Os tripes do citros não se desenvolvem abaixo de 14 °C e podem produzir de 8 a 12 gerações durante o ano, se o clima for favorável.

Controle biológico

O ácaro predador Euseius tularensis, aranhas, crisopídeos e percevejos-pirata atacam os tripes do citros. O E. tularensis fornece controle à praga e serve como uma espécie indicadora, isto é, dá uma ideia do nível geral de inimigos naturais presentes em um pomar. Certifique-se de não afetar essas espécies predadoras pelo uso de pesticidas de amplo espectro. Pulverizações de formulações de espinosad com um óleo aprovado para uso em agricultura orgânica, caulino ou alcalóides de sabadilla aplicados com melaço ou isca de açúcar são geralmente recomendadas em pomares de manejo orgânico.

Controle químico

Sempre considere uma abordagem integrada com medidas preventivas e tratamentos biológicos, se disponível. Embora a folhagem possa ser atacada, as árvores normalmente saudáveis podem suportar os danos causados pelas baixas populações de tripes. Aplicações frequentes de pesticidas não são recomendadas em árvores não-produtoras, já que isso pode levar ao desenvolvimento de resistência, tornando o controle de tripes mais difícil nos anos seguintes. Formulações contendo abamectina, espinetoram, dimetoato, ciflutrina e abamectina podem ser usados contra tripes do citros.

Medidas preventivas

  • Plante variedades de tomates resistentes, se disponíveis.
  • Monitore regularmente o pomar em busca de danos da praga.
  • Use armadilhas adesivas sobre uma grande área para a captura em massa.
  • Certifique-se de não afetar as espécies predadoras pelo uso de pesticidas de amplo espectro.
  • Evite plantar perto de hospedeiros alternativos e controle ervas daninhas dentro e ao redor do campo.
  • Mantenha as plantas bem irrigadas e evite a aplicação excessiva de fertilizantes nitrogenados.