Lagarta Espinhosa

  • Sintomas

  • Causador

  • Controle biológico

  • Controle químico

  • Medidas preventivas

Lagarta Espinhosa

Earias insulana

Inseto


Resumo

  • Murcha dos brotos terminais antes da floração.
  • Queda de flores e capulhos (maçãs).
  • Buracos em capulhos e podridão por dentro.
  • O capulhos de algodão podem ficar gradualmente ocos.

Hospedeiros(as):

Algodoeiro

Sintomas

As larvas atacam principalmente capulhos de algodão, mas também podem se alimentar de galhos, brotos e flores. Se infestados durante o estado vegetativo, eles perfuram os botões terminais das brotações e se movem para baixo. Isso causa a secagem e a queda das brotações terminais antes da floração. Se o caule principal for afetado, toda a planta pode entrar em colapso. Quando atacados em um estágio posterior, as larvas fazem buracos na base dos botões e capulhos para se alimentar do interior. A entrada do túnel é frequentemente bloqueada por excrementos. Botões florais danificados às vezes se abrem prematuramente e as chamadas flores alargadas podem ser observadas. Danos ao tecido vegetal podem levar a contaminações fúngicas ou bacterianas. Quanto mais jovem for a planta atacada, mais danos a lagarta espinhosa pode causar.

Causador

O dano é causado pelas larvas da lagarta espinhosa, Earias insulana, uma praga comum nas regiões do norte da Índia. Plantas hospedeiras alternativas para esta praga são, entre outras, hibisco e quiabo. As mariposas são verde-prateadas a amarelas, com aproximadamente 2 cm de comprimento e podem ser vistas em flores ou perto de fontes de luz. Três faixas mais escuras podem ser vistas nas asas. Formas verdes são comuns durante o verão, enquanto cores amarelas e acastanhadas aparecem no outono. Os ovos são de cor azul, colocados individualmente em brotos jovens, folhas e flores. As larvas jovens são castanho-claras com características cinzentas a amarelas e laranjas. Elas podem ser diferenciadas da maioria das outras lagartas pelos minúsculos espinhos, visíveis com uma lente de mão, que cobrem a maior parte da superfície do corpo. À medida que atingem a maturidade, elas pupam em um casulo de seda ligado a folhas ou partes de plantas caídas. Sob condições tropicais, uma geração é completada dentro de 20-25 dias. Baixas temperaturas podem atrasar o processo por um período de até dois meses.

Controle biológico

O reconhecimento de ovos ou pequenas larvas é essencial no controle dessa praga. Alguns insetos parasitóides da família Braconidae, Scelionidae e Trichogrammatidae podem ser utilizados como método de controle biológico. Experimente também insetos predadores das seguintes ordens: Coleoptera, Hymenoptera, Hemiptera e Neuroptera. Certifique-se de promover essas espécies (ou até mesmo introduzi-las no campo) e evite o uso de pesticidas de amplo espectro. Você pode aplicar pulverizações bioinseticidas contendo Bacillus thuringiensis para controlar os picos populacionais. Pulverize extratos de semente de Neem a 5% ou óleo de Neem (1500ppm) a 5ml/l.

Controle químico

Sempre considere uma abordagem integrada com medidas preventivas junto com tratamentos biológicos, se disponível. O tratamento é recomendado quando estão presentes 10 ovos ou cinco vermes pequenos para 100 plantas durante o florescimento precoce. Conforme as larvas se tornam cada vez mais resistentes ao tratamento com inseticidas durante o crescimento, o reconhecimento de ovos e larvas jovens é crucial. É recomendada a aplicação de um tratamento durante a fase de ovos. Inseticidas contendo clorantraniliprol, benzoato de emamectina, flubendiamida, metomil ou esfenvalerato podem ser aplicados. O tratamento químico pode ser inviável em culturas de baixo valor.

Medidas preventivas

  • Garanta o plantio antecipado para evitar populações de pico.
  • Plante variedades resistentes, se disponíveis na sua região.
  • Monitore regularmente o campo de algodão em busca de larvas e ovos da lagarta espinhosa.
  • Deixe uma distância suficiente entre as plantas.
  • Mantenha uma fertilização suficiente.
  • Promova uma colheita antecipada.
  • Limpe todos os resíduos da colheita após cada ciclo de cultivo.
  • Are profundamente o solo para expor as pupas a predadores e elementos.
  • Deixe áreas marginais não cultivadas para quebrar o ciclo de vida ou plante armadilhas como hibisco e quiabo.
  • Evite as monoculturas e implemente o plantio intercalado com plantas benéficas.